Sexto dia, 4 de Dezembro, 5ª-feira
Regresso matinal ao hotel, banho quente. Partida com o não-sabia-ainda-que-era-meu-guia. Nesse dia tinha decidido que queria fazer Merzouga em direcção a Ouarzazate através de pistas. Já tinha desistido de ir para Sul, estava a saber-me bem andar ao ritmo dos acontecimentos. Mas depois fiquei a saber que a pista estava fechada. tudo alagado, a pista destruída pelo caudal de água. Acabei por ficar mais um dia em Erfoud. Fartei-me de ter de dizer que não comprava mais nada. Os tipos são um bocadinho cansativos nisso. Até me ofereceram para levar as coisas e enviar o dinheiro depois, a partir de Portugal. Epá. Não quero mais nada! Mas é só para te mostrar os tapetes. E contar a sua história. Não quero, obrigado, não quero dar-te esse trabalho, porque não vou levar nada. Não faz mal, é o meu trabalho. Ok. Mas ficas avisado que não vou levar mais nada. ... depois de uns 40 minutos a ouvir a história dos diversos tapetes (que até é bem interessante) devo ter estado outros 20 a convencê-lo de que não levava nada e ponto final. Ele estava convencido que eu ia acabar por levar alguma coisa. Jantei com o guia, comprámos carne de peru, num talho, e levámos à loja ao lado, para grelhar (espetadas) e comer com pão. Delicioso. Têm de experimentar. Comida na rua, numa pequena e simples esplanada. Só faltou uma cervejinha a acompanhar... mas havia ... chá! Acho que até o guia se fartou de me ver beber chá. Foi aqui então que eu tive assim uma espécie de iluminação e percebi que... se calhar teria de lhe pagar qualquer coisa! Pronto, lá falámos e fiquei a perceber mais ou menos o que ele estava à espera. Dormida num hotel 'bahhh'nal. Limpinho e recente, mas sem nada de especial... a não ser a curiosidade de ter um piano de cauda numa das salas!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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