segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gente que nos acorda!

De vez em quando, temos a sorte de alguém que nos é próximo, mas com quem não temos o contacto que gostaríamos, nos brindar com algo especial, que nos surpreende sem ser verdadeiramente uma surpresa, que nos ajuda a manter uma certa dose de humildade, e que nos faz sentir, apesar de tudo, especiais, no sentido de nos sentirmos privilegiados, precisamente por termos essas pessoas na nossa vida.

É o caso da Joana e da Margarida (mais duas primas do rol de primas - e primos! - fantásticos que tenho) que me mostraram que devemos ser menos 'adultos', que é o mesmo que dizer que devemos manter a nossa criança à solta, deixá-la expressar-se. Ou mais adultos. Mas adultos diferentes. Adultos mais conscientes, mais plenos, sem medo de nos mostrarmos. Porque o que vejo mais é um ser-se adulto que funciona na prática como uma prisão de nós mesmos. Com medo de tudo, vamos fechando portas e janelas. Deixamos de acreditar. É bom acordar com a ajuda de tantas pessoas especiais!

Obrigado primas e primos!

7 comentários:

Ana Monteiro disse...

Hum, I think I'm blushing. (a)

« Quem me dera acontecer
essa morte
de que não se morre
e para um outro fruto
me tentar seiva ascendendo
porque perdi a audácia
do meu próprio destino
soltei ânsia
do meu próprio delírio
e agora sinto
tudo o que os outros sentem
sofro do que eles não sofrem
anoiteço na sua lonjura
e vivendo na vida
que deles desertou
ofereço o mar
que em mim se abre
à viagem mil vezes adiada

De quando em quando
me perco
na procura a raiz do orvalho
e se de mim me desencontro
foi porque de todos os homens
se tornaram todas as coisas
»

excerto de Raiz de Orvalho, Mia Couto.

Anónimo disse...

Gostei...

Luis disse...

Ana, you don't need to... although when we blush, we always get a nice color in our face!... So maybe blushing should be turned into some sort of... daily activity?

:-)

Luis disse...

Obrigado, RGE! :-)

Anónimo disse...

De nada.

"Adultos mais conscientes, mais plenos, sem medo de nos mostrarmos. Porque o que vejo mais é um ser-se adulto que funciona na prática como uma prisão de nós mesmos. Com medo de tudo, vamos fechando portas e janelas. Deixamos de acreditar."

Gostei especialmente desta parte. Porque penso que de certa forma é verdade :)( nao pude dizer da outra vez porque tinha que sair do pc :P )

Ana Monteiro disse...

Primo, quando puderes, lê o texto que escrevi hoje! É do fundo do coração.

Inês disse...

Gostei :')